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Ines Linke, Fabíola Tasca, e Rodrigo Borges, Perímetro, 2005
Douglas Pego, Capas para Convencer a Ler, 2007-2010
Hélio Nunes, Depois de Fernando Bryce, 2008-2010
Sávio Reale, Tapetes Pampulha (Coleção Pampulha)
Sávio Reale, s/t
Douglas Pego, Batom, 2010
Douglas Pego, Para Ver Vazia, 2009
Ines Linke e Louise Ganz, Percursos, 2007
Lucas Delfino, Projeto Memorial da Declaração dos Direitos Humanos, 2008-2009
Lais Myrrha, Compensação dos erros, 2007

Theatrum Picturatum, 2009-2010

Hélio Nunes, Theatrum Picturatum, 2009-2010

acontecimento cogumelo sobre “Hélio Nunes, (Para que serve a pintura?) Para tapar um buraco na mesa onde tomo café da manhã e leio os jornais do dia com uma imagem temática, 2008, acrílica sobre madeira, 15x21cm (colada com silicone; a mesa e os outros objetos, claro, não são pintura)”.

Veja a sequência completa do acontecimento cogumelo em meu site.

Trecho de minha dissertação de mestrado, Pintura para catálogos, de onde tirei o título desse trabalho:

O Theatrum Picturatum (ou Pictorium, como é mais citado), de 1660, é considerado o primeiro catálogo ilustrado do mundo. Ele foi organizado por David Téniers o Jovem, o pintor das diversas versões de L'Archiduc Léopold Guillaume dans sa galerie à Bruxellas (1639, 1640, 1641, 1647, 1651 etc., cujos títulos variam levemente) que inspirou a hilariante narrativa de Georges Perec, A coleção particular, história de um quadro – “concebida unicamente pelo prazer, pelo gosto de iludir”. Os quadros de Téniers são pura mise em scène: não refletem de modo algum a verdadeira organização das galerias do Arquiduque; são antes a expressão da vontade de agregar uma dimensão antológica ao conjunto de obras que os constitui, acentuando tal ou tal quadro, segundo circunstâncias de curta duração.

[...]

Antes do Theatrum Picturatum, portanto, Téniers já criava catálogos – a óleo. Nesse sentido, é interessante observar como, na passagem do óleo para a gravura e do quadro para o encadernado, Téniers abdica da reprodução literal, da perfeita similitude, modificando as pinturas ao coordenar suas gravações, e gravar algumas ele mesmo. Tal como na narrativa de Perec, é impossível compreender completamente o propósito original desse ruído adicionado pelo pintor que passa a gravar. Talvez a impossibilidade de hierarquizar pelo tamanho e pela posição fosse um problema grave demais, exigindo outras formas de acentuação.