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Rachel Falcão, Venha a nós o vosso reino..., 2003-2005
Maria Angélica Melendi, Altares de la Santa Muerte, México, DF
Melissa Rocha, KV1-Keep Walking, 2005
Lais Myrrha, Compensação dos erros, 2007
Fabíola Tasca, Parlatório, 2005
Sávio Reale, s/t
Lais Myrrha, por um fio, 2010
Douglas Pego, Para Ver Vazia, 2009
Douglas Pego, Para Representar de Novo, 2008
Sávio Reale, s/t

Theatrum Picturatum, 2009-2010

Hélio Nunes, Theatrum Picturatum, 2009-2010

acontecimento cogumelo sobre “Hélio Nunes, (Para que serve a pintura?) Para tapar um buraco na mesa onde tomo café da manhã e leio os jornais do dia com uma imagem temática, 2008, acrílica sobre madeira, 15x21cm (colada com silicone; a mesa e os outros objetos, claro, não são pintura)”.

Veja a sequência completa do acontecimento cogumelo em meu site.

Trecho de minha dissertação de mestrado, Pintura para catálogos, de onde tirei o título desse trabalho:

O Theatrum Picturatum (ou Pictorium, como é mais citado), de 1660, é considerado o primeiro catálogo ilustrado do mundo. Ele foi organizado por David Téniers o Jovem, o pintor das diversas versões de L'Archiduc Léopold Guillaume dans sa galerie à Bruxellas (1639, 1640, 1641, 1647, 1651 etc., cujos títulos variam levemente) que inspirou a hilariante narrativa de Georges Perec, A coleção particular, história de um quadro – “concebida unicamente pelo prazer, pelo gosto de iludir”. Os quadros de Téniers são pura mise em scène: não refletem de modo algum a verdadeira organização das galerias do Arquiduque; são antes a expressão da vontade de agregar uma dimensão antológica ao conjunto de obras que os constitui, acentuando tal ou tal quadro, segundo circunstâncias de curta duração.

[...]

Antes do Theatrum Picturatum, portanto, Téniers já criava catálogos – a óleo. Nesse sentido, é interessante observar como, na passagem do óleo para a gravura e do quadro para o encadernado, Téniers abdica da reprodução literal, da perfeita similitude, modificando as pinturas ao coordenar suas gravações, e gravar algumas ele mesmo. Tal como na narrativa de Perec, é impossível compreender completamente o propósito original desse ruído adicionado pelo pintor que passa a gravar. Talvez a impossibilidade de hierarquizar pelo tamanho e pela posição fosse um problema grave demais, exigindo outras formas de acentuação.