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Lais Myrrha, Teoria das bordas, 2007
Maria Angélica Melendi, Santuário de Cromañón, Buenos Aires, Argentina
Rachel Falcão, Habita vida, 2000-2003
Alice Costa Souza, Diário da melancolia, 2003
Douglas Pego, Grandes para Ver, 2009
Lais Myrrha, pódio para ninguém, 2010
Sávio Reale, s/t
Ariel Ferreira, Hermes, 2008
Fabíola Tasca, Primeira Pessoa, 2010
Alice Costa Souza, Candelária, 2012

Candelária, 2012

Alice Costa Souza, Candelária, 2012

Alice Costa

Candelária

Instalação/ Bordado à mão sobre tecido (organza, linhas, grinalda, luz negra)

1,50 x 1,70 x 2,30 m     

2012

Apresentado na Exposição do Grupo Estratégias da Arte numa Era de Catástrofes no Salão Diamantina do Centro de Convenções e Artes da UFOP, Ouro Preto-MG, no Festival de Invero de Ouro Preto e Mariana de 8 a 22 de julho de 2012. Foto por: Alexis Azevedo.

[Candelária é um antimonumento à barbárie, especialmente à do esquecimento destinado ao massacre ocorrido em 1993, nos arredores da Igreja de Nossa Senhora da Candelária, no Rio de Janeiro. Nesta chacina, policiais abriram fogo contra mais de setenta crianças e adolescentes que dormiam nas proximidades da igreja, vitimando seis menores e dois maiores, aqui referenciados nos bordados de contornos dos corpos. O mesmo local, que não possui um monumento às vítimas, celebra casamentos luxuosos da alta sociedade carioca, demonstrando a enorme desigualdade social recorrente em grandes centros urbanos da América Latina.]