• Login (atualize a página se necessário)
Maria Angélica Melendi, Altar em  Chapultepec, Mexico, DF
Sávio Reale, Tapetes Pampulha (Coleção Pampulha)
Adriano C. Gomide, Toque de Alvorada, 2012
Alice Costa Souza, Diário da melancolia, 2003
Hélio Nunes, (Para que serve a pintura?) Para criar buraco em sabão... dando razão àqueles que não consideram Dalí surrealista, 2011
Rachel Falcão, Voragem, 2006 (detalhe)
Fabíola Tasca, Parlatório, 2005
Melissa Rocha, Projeção Luz, 2008
Lais Myrrha, Teoria das bordas, 2007
Douglas Pego, Para Ver Vazia, 2009

Rito de Passagem: O beijo, 2010

Lucas Delfino, Rito de Passagem: O beijo, 2010

Num entardecer de sexta-feira percorrer o corredor da Estação Central do metrô de Belo Horizonte carregando um jarro de água, um recipiente com tinta vermelha e um tapete de arabescos. Lentamente e em intervalos, estender o tapete, tirar os sapatos, debruçar-se sobre uma parede do corredor, limpá-la com um tecido embebido em água, pintar os lábios de vermelho e marcar a parede com um beijo. Essa ação é uma reminiscência do flagrante de judeus beijando o Muro das Lamentações em Jerusalém, assim como o da prostração de muçulmanos em tapetes interrompendo o fluxo de pedestres em uma ruela da Cidade Velha.

Ao fim da ação, uma das paredes do corredor do metrô exibe a marca de beijos vermelhos na azulejaria branca e asséptica de seu comprimento, escancarando a fraude de uma encenação religiosa e servindo desde então para devaneios de romance.

Essa ação foi elaborada para o Disseminação V, no dia 3 de dezembro de 2010.