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Maria Angélica Melendi, Santuário de Cromañón, Buenos Aires, Argentina
Fabíola Tasca, 1ª Polifônica de Belo Horizonte, 2007
Lais Myrrha, Memorial do esquecimento (ação #2), 2002
Melissa Rocha, 2010, 2010
Lais Myrrha, pódio para ninguém, 2010
Maria Angélica Melendi, Santuário de Cromañón, Buenos Aires, Argentina
Fabíola Tasca, 1ª Polifônica de Diamantina, 2008
Hélio Nunes, Ainda dá para brincar de Malraux em 2008?
Sávio Reale, s/t
Lais Myrrha, Compensação dos erros, 2007

Rito de Passagem: O beijo, 2010

Lucas Delfino, Rito de Passagem: O beijo, 2010

Num entardecer de sexta-feira percorrer o corredor da Estação Central do metrô de Belo Horizonte carregando um jarro de água, um recipiente com tinta vermelha e um tapete de arabescos. Lentamente e em intervalos, estender o tapete, tirar os sapatos, debruçar-se sobre uma parede do corredor, limpá-la com um tecido embebido em água, pintar os lábios de vermelho e marcar a parede com um beijo. Essa ação é uma reminiscência do flagrante de judeus beijando o Muro das Lamentações em Jerusalém, assim como o da prostração de muçulmanos em tapetes interrompendo o fluxo de pedestres em uma ruela da Cidade Velha.

Ao fim da ação, uma das paredes do corredor do metrô exibe a marca de beijos vermelhos na azulejaria branca e asséptica de seu comprimento, escancarando a fraude de uma encenação religiosa e servindo desde então para devaneios de romance.

Essa ação foi elaborada para o Disseminação V, no dia 3 de dezembro de 2010.